Como preparar cadastros, ERP e processos fiscais ainda em 2025 para atravessar a reforma tributária com segurança, conformidade e continuidade do faturamento.
A Reforma Tributária já começou, e o impacto no faturamento também
A contagem regressiva para a reforma já está em andamento. E, com ela, uma das maiores transformações fiscais das últimas décadas entra definitivamente no radar das empresas brasileiras.
A Reforma Tributária altera tributos, estruturas de cálculo e, principalmente, o modelo de emissão da NF-e. O que muitos ainda não perceberam é que essa mudança não começa durante o ano de 2026. Ela já está acontecendo agora.
Os ambientes da NF-e já estão disponíveis para testes, parametrizações e até emissão em produção com IBS e CBS. Ou seja: quem se antecipa reduz riscos, evita bloqueios e garante a continuidade do faturamento na virada do ano.
O que muda na NF-e com a reforma tributária?
O atual modelo baseado em PIS, COFINS, ICMS, ISSQN e IPI dá lugar a uma nova lógica tributária, com CBS, IBS e IS. Essa mudança exige um novo layout da NF-e e informações muito mais detalhadas.
Entre os principais impactos estão:
- Inclusão de novos campos obrigatórios, como IBS, CBS, classificação tributária da receita (cClasTrib) e natureza da receita;
- Regras de validação mais rigorosas;
- Maior detalhamento por item e por operação;
- Adequações em devoluções, remessas, exportações e operações interestaduais;
- Criação de novos eventos e novos tipos de documentos fiscais, como Nota de Débito e Nota de Crédito.
Na prática, qualquer inconsistência cadastral passa a ser motivo de rejeição ou irregularidade fiscal.
Janeiro de 2026 e a nota técnica 2025.002: atenção ao falso alívio
A versão 1.33 da Nota Técnica nº 2025.002 trouxe uma flexibilização temporária das regras de validação para janeiro de 2026. Isso significa que a NF-e não será automaticamente rejeitada caso IBS e CBS não estejam preenchidos.
Mas há um ponto crítico: O preenchimento continua sendo obrigatório por lei.
Ou seja, será possível faturar, mas com risco jurídico, fiscal e operacional, abrindo espaço para penalidades futuras e problemas na apuração dos tributos.
Por isso, a recomendação segue clara: parametrizar, testar e ajustar agora, aproveitando que os sistemas da Senior já permitem operar com o novo modelo ainda em 2025.

Comitê gestor do IBS: quem define as regras do jogo
O Comitê Gestor do IBS (CGIBS) assumiu papel central na implementação da Reforma. É ele quem:
- Define o regulamento único do IBS;
- Padroniza a aplicação do imposto em estados e municípios;
- Publica orientações técnicas em conjunto com a Receita Federal.
O posicionamento oficial reforça que IBS e CBS devem ser informados a partir de 2026, mesmo sem bloqueio automático na emissão da NF-e.
Revisão de cadastros: onde mora o maior risco
Grande parte dos problemas na virada para a reforma não estará no sistema, mas nos cadastros.
Itens que exigem revisão imediata:
- NCM e NBS atualizados;
- Natureza da receita no novo padrão;
- Classificação tributária da receita (cClasTrib);
- Regras fiscais por produto;
- CFOPs substituídos ou alterados;
- Códigos específicos de IBS e CBS;
- Origem e destino com impacto direto no cálculo.
Essa etapa é decisiva para garantir a consistência da NF-e e evitar rejeições.
ERP preparado faz toda a diferença
O novo layout da NF-e já pode ser utilizado tanto em homologação quanto em produção. Isso permite que as empresas validem seus cenários reais antes da reforma, simulando operações e corrigindo inconsistências.
Tratar a Reforma como projeto é o caminho mais seguro.
Certificados, integrações e eventos: não deixe para a última hora
Falhas simples podem interromper completamente o faturamento:
- Certificado digital vencido;
- Integrações desatualizadas;
- Parâmetros antigos de comunicação com a SEFAZ;
- Falta de registro dos novos eventos da NF-e.
Esses eventos passam a ser fundamentais em 2026, inclusive para garantir benefícios legais previstos na Reforma.
Quem se prepara continua faturando
A Reforma Tributária não é apenas uma mudança fiscal. Ela é operacional, sistêmica e estratégica.
Empresas que iniciam agora a revisão de cadastros, parametrização do ERP e testes no novo modelo entram em 2026 com segurança. Quem espera corre o risco de enfrentar rejeições, inconsistências e interrupções no faturamento.
A Sancon apoia sua empresa em toda essa jornada, com consultoria especializada e soluções Senior preparadas para o novo cenário tributário.