Reforma tributária: como garantir o faturamento em 2026

A Reforma Tributária muda profundamente a forma de emitir NF-e no Brasil a partir de 2026. Novos tributos, novos campos obrigatórios e regras mais rigorosas exigem atenção imediata das empresas. Saiba o que muda na NF-e, quais são os principais riscos para o faturamento e como preparar cadastros, ERP e processos fiscais para garantir uma virada tranquila e sem interrupções.

A contagem regressiva para a reforma já está em andamento. E, com ela, uma das maiores transformações fiscais das últimas décadas entra definitivamente no radar das empresas brasileiras.

A Reforma Tributária altera tributos, estruturas de cálculo e, principalmente, o modelo de emissão da NF-e. O que muitos ainda não perceberam é que essa mudança não começa durante o ano de 2026. Ela já está acontecendo agora.

Os ambientes da NF-e já estão disponíveis para testes, parametrizações e até emissão em produção com IBS e CBS. Ou seja: quem se antecipa reduz riscos, evita bloqueios e garante a continuidade do faturamento na virada do ano.

O atual modelo baseado em PIS, COFINS, ICMS, ISSQN e IPI dá lugar a uma nova lógica tributária, com CBS, IBS e IS. Essa mudança exige um novo layout da NF-e e informações muito mais detalhadas.

Entre os principais impactos estão:

  • Inclusão de novos campos obrigatórios, como IBS, CBS, classificação tributária da receita (cClasTrib) e natureza da receita;
  • Regras de validação mais rigorosas;
  • Maior detalhamento por item e por operação;
  • Adequações em devoluções, remessas, exportações e operações interestaduais;
  • Criação de novos eventos e novos tipos de documentos fiscais, como Nota de Débito e Nota de Crédito.

Na prática, qualquer inconsistência cadastral passa a ser motivo de rejeição ou irregularidade fiscal.

A versão 1.33 da Nota Técnica nº 2025.002 trouxe uma flexibilização temporária das regras de validação para janeiro de 2026. Isso significa que a NF-e não será automaticamente rejeitada caso IBS e CBS não estejam preenchidos.

Mas há um ponto crítico: O preenchimento continua sendo obrigatório por lei.

Ou seja, será possível faturar, mas com risco jurídico, fiscal e operacional, abrindo espaço para penalidades futuras e problemas na apuração dos tributos.

Por isso, a recomendação segue clara: parametrizar, testar e ajustar agora, aproveitando que os sistemas da Senior já permitem operar com o novo modelo ainda em 2025.

O Comitê Gestor do IBS (CGIBS) assumiu papel central na implementação da Reforma. É ele quem:

  • Define o regulamento único do IBS;
  • Padroniza a aplicação do imposto em estados e municípios;
  • Publica orientações técnicas em conjunto com a Receita Federal.

O posicionamento oficial reforça que IBS e CBS devem ser informados a partir de 2026, mesmo sem bloqueio automático na emissão da NF-e.

Grande parte dos problemas na virada para a reforma não estará no sistema, mas nos cadastros.

Itens que exigem revisão imediata:

  • NCM e NBS atualizados;
  • Natureza da receita no novo padrão;
  • Classificação tributária da receita (cClasTrib);
  • Regras fiscais por produto;
  • CFOPs substituídos ou alterados;
  • Códigos específicos de IBS e CBS;
  • Origem e destino com impacto direto no cálculo.

Essa etapa é decisiva para garantir a consistência da NF-e e evitar rejeições.

O novo layout da NF-e já pode ser utilizado tanto em homologação quanto em produção. Isso permite que as empresas validem seus cenários reais antes da reforma, simulando operações e corrigindo inconsistências.

Tratar a Reforma como projeto é o caminho mais seguro.

Falhas simples podem interromper completamente o faturamento:

  • Certificado digital vencido;
  • Integrações desatualizadas;
  • Parâmetros antigos de comunicação com a SEFAZ;
  • Falta de registro dos novos eventos da NF-e.

Esses eventos passam a ser fundamentais em 2026, inclusive para garantir benefícios legais previstos na Reforma.

A Reforma Tributária não é apenas uma mudança fiscal. Ela é operacional, sistêmica e estratégica.

Empresas que iniciam agora a revisão de cadastros, parametrização do ERP e testes no novo modelo entram em 2026 com segurança. Quem espera corre o risco de enfrentar rejeições, inconsistências e interrupções no faturamento.

A Sancon apoia sua empresa em toda essa jornada, com consultoria especializada e soluções Senior preparadas para o novo cenário tributário.

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